Média nacional de transformação digital aumentou em 2021, aponta novo Índice ABEP-TIC de Oferta De Serviços Públicos Digitais

Em razão do avanço da pauta de governo digital no país, a maturidade das unidades federativas foi elevada, ocasionando o aumento da média geral em oferta de serviços públicos digitais, no Brasil. É o que evidencia a edição de 2021 do Índice ABEP-TIC de “Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital”, desenvolvido em âmbito nacional pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação.

 

O relatório visa mensurar a oferta de serviços digitais pelos Governos Estaduais e Distrital, e foi apresentado durante a 153ª Reunião Ordinária do Conselho das Associadas da ABEP-TIC, realizada em Brasília, nos dias 1 e 2 de julho.

 

Com a análise do trabalho desenvolvido pelos governos estaduais entre janeiro de 2020 e abril de 2021, a nova edição do índice de oferta de serviços públicos digitais levanta questões referentes à maturidade digital do Brasil. Para a análise, o estudo determinou a pontuação entre 0 e 100, dividida em três dimensões: Capacidades para a Oferta Digital de Serviços e a Oferta de Serviços Digitais, que juntas correspondem a 90% da nota, e Regulamentação sobre Modernização para Oferta de Serviços Públicos, correspondendo aos 10% restantes.

 

Os dados obtidos no relatório revelam melhora no índice da maioria dos estados, permitindo entender que a agenda digital foi acelerada para aperfeiçoar as capacidades, ofertas e regulamentações para as entregas digitais nos governos. “Além de ser um instrumento de diagnóstico, o índice serve como meio de sensibilizar e orientar questões que os estados podem priorizar sobre a agenda digital em estratégias de governo digital”, esclarece Lutiano Silva, presidente do Conselho da ABEP-TIC e um dos responsáveis pelo estudo.

 

Ademais, o estudo enfatiza medir questões estruturantes de uma agenda digital de governo e é um dos indicadores que compõem o pilar de eficiência da máquina pública do Ranking de Competitividade dos Estados, produzido anualmente pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

 

Nesta edição, vale a pena destacar a melhora da pontuação dos estados sobre os itens levantados nas dimensões que integram o índice, e a presença fundamental do comitê consultivo, que auxilia na reflexão e orientação para a evolução do índice e sua divulgação, composto por representantes da Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.Br) e da própria ABEP-TIC.

 

Outro tópico que chamou a atenção foi a pontuação média nacional, que mensurada a partir da média de cada região do país, registrou uma variação positiva de 9,7 pontos em comparação com o ano passado. Tal variação foi impulsionada pelo aumento das notas das regiões Norte e Sul, que cresceram 16 e 12,17 pontos, respectivamente.

 

Para os governos, o índice é uma forma de medir a maturidade digital dos participantes, como explica Lutiano. “O índice mostra como os governos estão capazes ou sensíveis à agenda digital, além de ser um instrumento para sensibilizar e apoiar os Estados que possuem uma capacidade digital menor”, explica. “Os governos podem buscar referências de outro estado e tentar entender o caminho percorrido pelos líderes do Índice.”

 

De acordo com o presidente da ABEP-TIC, Tasso Lugon, o avanço tecnológico tem sido o principal aliado na entrega de soluções e serviços eficientes. “O índice ajuda a identificar as ações que impactam os cidadãos. O desafio de levar bons serviços com a utilização de recursos de forma eficiente e que impactam a vida das pessoas continua sendo nossa real motivação”, afirmou.

 

Já o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, afirmou que o Governo do futuro é digital e integrado. “Enquanto responsável pela transformação digital do governo federal, que atingiu a marca de 3 mil serviços públicos totalmente digitais, o nosso time na Secretaria de Governo Digital se dedica à impulsão junto aos estados e municípios de todo o país. Por isso, o gov.br é também uma grande rede de compartilhamento de plataformas e de atalhos para que os demais entes federados acompanhem esse movimento”.

 

O índice foi realizado por meio de um questionário, enviado às Entidades Estaduais de Tecnologia e Comunicação de todas as 27 unidades federativas. Conquistando 91 pontos totais, o estado do Rio Grande do Sul assume a liderança desta edição, sendo seguido pela Bahia com 87,25 pontos e Paraná, com pontuação de 86,25. O Distrito Federal, tendo enviado os resultados após o prazo, não foi considerado para o relatório e, por isso, recebeu nota zero em todas as dimensões.

 

Não obstante da classificação numérica, o relatório também realiza uma classificação geral com base na pontuação: acima de 90 pontos, é Ótimo; entre 70 e 90 pontos, classificação Muito Bom; entre 50 e 70 pontos, Bom; entre 30 e 50 pontos é Regular e abaixo de 30 pontos, Ruim. Além disso, a nova edição do relatório permite analisar detalhadamente os avanços em cada unidade federativa por meio da comparação com a pesquisa anterior.

 

Os resultados detalhados do Índice ABEP-TIC de “Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital” podem ser conferidos na íntegra pelo arquivo.

 

Para ver os resultados resumidos deste ano e do ano passado, é só acessar o link.