Mulheres conquistam cada vez mais espaço na tecnologia de governo e na política

A presença feminina na tecnologia virou pauta durante o III Workshop AEBP, ocorrido em Brasília. Com a participação de importantes nomes femininos na área, o painel debateu o que deve ser feito para incentivar mulheres a adentrar e continuar suas carreiras em TIC.

 

Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontam que a participação feminina no mercado de tecnologia cresceu 60% nos últimos cincos anos, passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil em 2020.

 

Marielva Dias, vice-presidente da Positivo, Luana Tavares, fundadora da Conecta e Claudia Cappelli, conselheira do projeto Meninas Digitais comentam a importância de discutir esse assunto para o público do Workshop.

 

“Estamos desmistificando que a TI é uma coisa complexa, difícil, só serve para os meninos. A ABEP-TIC e os presidentes das PRODs e organizações de tecnologia são em sua maioria homens, então o que queremos na verdade é sensibilizá-los para esse tema, trazer números, mostrar a relevância e a importância de ter mulheres no ambiente de trabalho”, comenta Claudia.

 

“A baixa participação de mulheres na tecnologia dentro do setor público casa com a baixa participação das mulheres dentro de cargos de liderança, porque tanto na área de tecnologia quanto em posições de liderança, sofrem das mesmas questões que são o machismo estrutural, uma baixa participação das mulheres historicamente em alguns cargos e posições. Nesse momento, estamos rompendo isso e todas as tendências, ferramentas e plataformas que têm surgido abrem um leque gigantesco para explorar a atuação de mulheres, de estimulá-las a permanecerem nesse setor e crescerem”, explica Luana.

 

“Trazer e compartilhar as lições aprendidas ao longo da carreira é muito importante, mas a minha mensagem é sempre que a gente tem que acreditar em nós mesmos. A mulher pode ocupar qualquer papel na TI, como analista, desenvolvedora, gestora de dados e da própria área, então ela tem que se preparar e buscar conhecimento para atender aos anseios da profissão que ela escolher”, finaliza Marielva.

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