A cultura do serviço público x ambiente do teletrabalho. Quais são as perspectivas para o setor?

A migração em massa do serviço público para o teletrabalho fez com que a área se adaptasse e, aos poucos, resolvesse os problemas de estrutura que a mudança trouxe. Este foi o tema do painel sobre a cultura do serviço público versus o ambiente de trabalho, que contou com a participação de Jean Mattos, da Prefeitura de Belo Horizonte, Luiz Antônio Garcia do CSTJ e Bruno Belo da Prodemge.

 

O bate-papo foi mediado por Antônio Torres da Paz, diretor geral da ATI do Piauí. De acordo com ele, o setor público conseguiu se adaptar em tempo recorde e garantir com que as necessidades do cidadão não fossem prejudicadas pela pandemia. Além disso, a área de tecnologia se tornou prioridade, causando um avanço de anos em poucos meses.

 

“A área de tecnologia hoje passou a ser uma área mais estratégica para o governo. Hoje, todos os governos estão preocupados em colocar conectividade nas ruas, cidades, bairros e casas. Isso é muito importante, e é um legado que de não, do serviço público, é um legado para o cidadão”.

 

O desafio agora, segundo Torres, é adaptar tais mudanças para o cenário pós-pandemia. “Cada cidade, cada local, é um mundo diferente. Então há estados que avançaram e outros que avançaram menos. Igualar isso a um nível para que todo mundo, daqui algum tempo, tenha um nível de qualidade de serviço público remoto na sua casa é um grande desafio. Isso faremos”, explica. “A outra questão é: quais serviços vão continuar sendo oferecidos no teletrabalho. A pandemia vai passar mas o que vai continuar sendo prestado via home office e teletrabalho no dia a dia vai ser a grande discussão do futuro”.